Sunday, March 30, 2014

My first post

Hello everyone,

Sorry for taking so long to post. I have been a little occupied traveling around Uruguay.  Allow me to introduce myself, my name is Zack Snider. I’m working on a bachelor’s degree in Spanish and Portuguese at Winston-Salem State University, and I currently study on exchange in the humanities department of the University of Montevideo.  Unlike Luiz, I have not been studying languages for long. I think that I was in my 20’s the first time I heard someone speak in a foreign language. I had only met a few bilingual people in my life, and I thought it was practically impossible to learn a second language; however, I was wrong. Here is a basic outline of how I got to where I am now with Spanish.

Get a course book – download, buy, or borrow one.
  • Follow its structure for better or worse. (we’ll go into more detail about course books in a future post)
  • When you don’t understand something from the book, look for supplement material to help explain.

Try to read short stories or even literature for children, in the desired language.
  • You begin to see how sentences are structured and how words are used in their context.

Put an emphasis on correct pronunciation. I like to read out loud. I would recommend reading the same texts a few times, until you don’t struggle with the big words and it all flows smoothly.

Watch television programs, movies, and YouTube clips
  • With audio in your language and subtitles in the desired language.
  • With audio and subtitles in the desired language, have a pen and notepad handy so you can write down words that you don’t know or phrases that you like.
  • Watch television series from the country or region that you like best that speaks your desired language. That way you familiarize yourself with the accent and preferred phrases of the local.

Maximize your exposure to the language
  • Try to listen to podcasts and music during free time, like when you are in the bus, waiting in line, eating lunch, or wherever you might.

Contact with natives
  • Speaking to natives always encourages me. It makes the language feel more real. Brazil and the United States are at a great disadvantage is this realm. We can literally travel for days and still not be in a place that speaks a different language. Needless to say, we have to work a little harder to find natives, but please make it a point.
  • They can give you valuable feedback and answer questions about grammar and colloquial phrases that just can’t be answered by a book or the internet.

Read the dictionary – It sounds boring, and yes it is, but it is also necessary
  • Get a few dictionaries. With languages like Portuguese, Spanish, and English that are spoken in various continents, the same word can have different meanings depending on local. I have an American English- Mexican Spanish dictionary and another of British English- Spanish from Spain, and you can really notice the difference.
  • www.wordreference.com is an incredible free resource. I use it everyday. It specifies the meaning of a word for region and context, and gives examples. Can’t remember the difference between “remember me” and “remind me”? Well, word reference has the answer.

Writing

  • At the start, I used to do the writing exercises on www.busuu.com. They give you a topic and you write a few sentences or paragraphs about it, and then native speakers correct it for you. I’m sure that nowadays there are other sites that offer something similar, or even better. Luiz would now more about it.

Tuesday, March 4, 2014

Como usar o Assimil

O Assimil é um dos métodos mais utilizados e mencionados em fóruns e comunidades virtuais pelos aprendentes de línguas estrangeiras. É geralmente composto de 100 lições e duas fases: a ativa (da lição 1 à 49) e a passiva (da lição 50 à 100).  O poliglota (ou multilíngue, como preferir) Luca Lampariello, que fala fluentemente doze línguas estrangeiras e criador de uma técnica de aprendizagem própria chamada de Full Circle Method (pretendo postar sobre tal técnica futuramente), utiliza o Assimil sempre que vai começar a aprender uma língua estrangeira. Recentemente, venho utilizando o volume O Novo Alemão sem Esforço e tenho notado melhoras significativas na minha aquisição desse idioma.


Contudo, pelo que andei percebendo, tanto as edições brasileiras quanto as estrangeiras carecem de instruções da própria Assimil sobre como proceder com o material. Graças a um post do blogueiro Josh, do Language Geek, pude encontrar tais instruções, fornecidas na versão em inglês do Assimil Dutch With Ease.

Por ser um método diário, recomenda-se que você faça uma lição por dia e empregue, pelo menos, de 10 a 15 minutos em cada uma.
Elaborei a tradução supondo que um brasileiro ou qualquer outro lusófono queira utilizar o Assimil - O Novo Inglês Sem Esforço.
Eis as instruções:

1. Ouça a gravação com o livro fechado. Não se preocupe se não entender o que está sendo dito. Você vai obter uma ideia geral dos sons do idioma ao ouvir a pronúncia e não será influenciado pela escrita.

2. Ouça a gravação pela segunda vez, desta vez acompanhando a tradução em português.

3. Leia o texto em inglês em voz alta (use a transcrição fonética se necessário). Certifique-se de que você entende o significado de cada frase. Compare com a tradução em português quando necessário.

4. Leia o texto em inglês novamente em voz alta, mas desta vez sem olhar a tradução.

5. Ouça a gravação duas vezes. Na primeira, acompanhe lendo a tradução em português e, na segunda, lendo o texto em inglês.

6. Feche o livro e ouça a gravação novamente. Desta vez, você deve ser capaz de entender o que está sendo dito.

7. Ouça a gravação mais uma vez. Pause após cada frase e repita-as em voz alta.

8. Leia as observações atentamente. Compreenda as explicações das frases em inglês.

9. Leia e faça os exercícios. Repita várias vezes cada uma das frases. Os exercícios reforçam conteúdos da lição atual e revisam os da lições anteriores. Se você tiver se esquecido de algum vocábulo, consulte a tradução em português.

10. Observe bem os exemplos e suas estruturas frasais. Eles demonstram como palavras e frases se combinam em inglês, já que podem mudar significativamente na língua portuguesa.



Os passos acima tratam da fase passiva (as primeiras 50 lições). A partir da 51ª lição já se inicia a fase ativa do método, na qual você continua a seguir os passos acima, mas, ao término da lição em questão, você volta para a 1ª lição para traduzi-la do português para a língua alvo tanto oralmente quanto por escrito, e assim por diante, ou seja, no dia seguinte você faz 52ª lição, retorna para a 2ª lição e a traduz. Esse princípio se chama repetição espaçada (Spaced Repetition), o qual faz com que você recupere informações que estejam prestes a serem esquecidas (apps como Anki e o método Pimsleur também fazem uso dessa tecnologia).

Na terminologia acadêmica diferencia-se os termos 'frase' e 'oração'. Aqui, intencionalmente optei por não os diferenciar devido ao cunho não academicista deste blog.

Adapted and translated from: http://languagegeek.net/2010/05/12/how-to-use-an-assimil-course/

Thursday, January 16, 2014

A pronúncia vem primeiro

Já perceberam que na maioria dos materiais ou métodos de idiomas existe, geralmente no início destes, uma seção dedicada à pronúncia daquela língua em questão? Isso tem um motivo: fazer com que você, logo no início da aprendizagem, se aproprie de algo tal fundamental em qualquer idioma estudado: os fonemas (a grosso modo, os "sons").
 
Na universidade, uma professora minha de francês fazia questão de nos corrigir quando errávamos (leia-se errávamos feio) a pronúncia de algum vocábulo francês após terminarmos o que dizíamos (não, não era em modo de ‘correct correction’, já que ela não nos interrompia enquanto falávamos/errávamos). Não, ela não era tirana. Ela apenas queria que não criássemos nem internalizássemos, de acordo com suas palavras, um 'eco negativo' de pronúncia. Tendo em vista que a relação entre pronúncia e escrita da língua francesa é mais ou menos controversa (isso se deve ao fato de que o código escrito permaneceu inalterado ao passo que a língua falada naturalmente sofreu mudanças principalmente quando da Revolução Francesa), eu achava mais do que digna uma atitude daquelas. Pra mim e pra a turma em questão funcionava sem problemas. Posteriormente, encontrei num material de romeno uma explicação parecida com a da minha professora de francês. Parafraseando o autor, maus hábitos de pronúncia tendem a permanecer se não eliminados ou reduzidos desde o começo do processo de aprendizagem e vão acabar comprometendo sua comunicação na língua estrangeira em questão.
 
Cada pessoa tem sua própria maneira de estudar e aprender a pronúncia de uma língua estrangeira. Não estou aqui dizendo que tenho uma pronúncia impecável, a nível de "nativo" (todo nativo tem um sotaque característico de sua região, país, grupo sócioeconômico etc.), nos idiomas que aprendi, mas considero ter um domínio digno do conjunto de sons que constituem cada uma delas (as vogais são uma dor de cabeça!). Ainda erro, mas tento fazê-lo o menos possível.
 
Comecei a aprender inglês em 2003 e naquela época eu não dispunha de muitos recursos. Como não tinha computador com acesso à internet em casa, então tinha que me debruçar sobre gramáticas (depois eu vou fazer um post sobre domínio gramatical vs. competência comunicativa) e passar horas e horas batendo papo no falecido MSN Messenger, trocando ideias com contatos europeus, muitos dos quais ainda mantenho contato até hoje em dia. Atualmente, temos à nossa disposição no Youtube muito material produzido por profissionais e que mostram até como gesticular os músculos faciais e labiais para emitir com precisão os fonemas de quaisquer idiomas que você estiver aprendendo. Na minha época, tinha que ler como gesticular (e imaginar como se gesticularia) para poder emitir um dado fonema. Não era nada fácil.
 
O meu método para me familiarizar e aprender os sons de um idioma é o seguinte:
 
1) Dedico atenção total aos fonemas que constituem aquele idioma. Devido às cadeiras de linguística e fonética que paguei na graduação, estou bastante familiarizado com o Alfabeto Fonético Internacional (International Phonetic Alphabet ou IPA). Escrevo letra por letra e coloco o símbolo fonético ao lado. Existem línguas em que a mesma letra representa mais de um som, a depender de sua posição na palavra ou até mesmo numa frase ou oração (ex.: a letra ‘s’ do português assume valores fonéticos distintos em sapato /s/, casa /z/, e em "Quero mais /z/ uma cerveja). Passo semanas e semanas até ter internalizado bem a maioria dos fonemas.
 
2) Leio em voz alta pra colocar em prática o que aprendi. Recomeço sempre que percebo que errei, mas isso é um perfeccionismo meu e, em se tratando de aprender línguas estrangeiras, ser perfeccionista pode constituir entraves sérios no processo de aprendizagem. A meu ver, tudo depende dos seus objetivos de aprendizagem, do seu controle emocional, como você lida com frustrações etc.
 
3) Converso ou leio em voz alta com um amigo nativo pelo Skype e peço pra me dar um feedback, apontando quais aspectos posso melhorar e em quais estou indo bem.
 
4) Esta próxima é uma técnica bastante pessoal e não sei se se aplica a todos: leio silenciosa e mentalmente. Sei de gente que ressoa a própria voz mentalmente em língua materna mas não em língua estrangeira, gente que ressoa em ambas etc. Depende muito de cada um.

Sinceramente, se eu fosse formular um método ou curso de idiomas, dedicaria várias aulas apenas ao ensino da pronúncia aos meus alunos. Muitos cursos (e não os vou nomear por questões éticas e profissionais), com medo de perder os alunos, passam por cima de algo tão primordial que é o ensino dos fonemas e aquisição de uma boa pronúncia na língua estrangeira, ao passo que a maioria dos alunos brasileiros se eximem de querer aprender a aprender.
 
Quanto menos a sua língua materna interferir na língua estrangeira, melhor.
 
Dúvidas, sugestões, críticas ou correções? Por favor, é só escrever nos comentários! :)
 
Até o próximo post!
 
Luiz Lucena

Saturday, December 21, 2013

Post inaugural

Olá, pessoal! 

Sou Luiz Lucena e faço licenciatura em Letras (licenciatura em línguas portuguesa e inglesa e bacharelado com ênfase em tradução de língua inglesa) na Universidade Federal de Pernambuco. Comecei a estudar línguas estrangeiras desde meus 15 (quinze) anos de idade. A primeira foi o inglês, em seguida veio o italiano e, depois, muitas outras (algumas eu continuei aprendendo, e por outras eu perdi o interesse). Meu amigo Zack Snider, atualmente em intercâmbio acadêmico no Uruguai, é estudante de espanhol e português na Winston-Salem State University, onde o conheci durante meu período de intercâmbio na Carolina do Norte (EUA). Devido ao fato de ele ter aprendido português em poucos meses e também por ter um ótimo nível em espanhol, ou seja, visto que ele já tem uma grande experiência na aprendizagem de línguas, vai me ajudar a compartilhar nossas dicas e estratégias de aprendizagem de línguas estrangeiras, o que deu e o que não deu certo ao longo de nossas trajetórias de aprendizagem, técnicas que estamos testando etc. De antemão, queremos deixar bem claro que não somos os detentores da "verdade" e que o que escreveremos nesse blog seja a única forma de se aprender línguas estrangeiras. Ao nosso ver, não existe método ou metodologia perfeita; o aluno é quem tem que descobrir quais estratégias mais lhe agradam, quais ele acha serem eficientes e quais não se adequam ao seu estilo de aprendizagem. Junte-se a nós nessa incessante jornada que é aprender línguas estrangeiras.

Sejam todos bem-vindos ao blog!

Um abraço, 

Luiz

Hey everybody!

I am Luiz Lucena and I study Literature Arts (bachelor’s degree in Portuguese and English, and a baccalaureate with an emphasis in English language translation) in the Federal University of Pernambuco. I began studying foreign languages when I was fifteen years old. The first foreign language that I studied was English, second was Italian, and then many more (some I continue to learn, and in others I lost interest). My friend Zack Snider is currently studying in an academic exchange in Uruguay, he is a student of Spanish and Portuguese at Winston-Salem State University, where I met him during my academic exchange in North Carolina, USA. Due to the fact that he learned Portuguese in a few months and also has an excellent level in Spanish, that is, seeing that he already has a lot of experience in learning languages, he is going to help me share advice and strategies in learning foreign languages, what worked and what didn’t work along the way, and techniques that we are testing, etc. Beforehand, we want to make clear that we are not the final authorities of language learning, and that what we write in the blog is not the only way to learn foreign languages. The way we see it, the perfect method or technique does not exist; the student is who has to discover which strategies suit him best, which he thinks will be useful, and which ones will not meet his needs.

Join us in the relentless journey that is foreign language learning.
Welcome to the blog!


Luiz

English translation  provided by Zack Snider