Thursday, May 2, 2019

How to use the Assimil method

Hello, everyone! How have you been? It has been a while since I last posted here on the blog. Lots of things have been going on in my life, but we can always find time to doing some language learning.
Lately, I have been focusing on German and French, as well as gearing up for taking on Norwegian and Swedish. I've seen Youtube polyglots advocating for learning both languages separetely, but I decided to begin to acquire them concurrently and see how things work out.

Recently, I have been visiting some blogs I used to read when I first found out about the online language learning community. Since Assimil is one of the most mentioned/refered to methods, I decided to post the steps I found on the LanguageGeek blog years ago. His website is currently under maintenance and I think the steps to effectively using Assimil need to be posted online again. Therefore, I took the time to retrieve the information on his website and post them here. The step-by-step is as follows:

1. Listen to the text with the book closed. It does not matter if you do not understand what is said. You will gain a general impression of the sounds, hearing the pronunciation without being influenced by the spelling.
2. Listen to the recording a second time while looking at the English translation.
3. Read the Dutch text aloud (with the aid of the phonetic transcription if necessary). Be sure you understand the meaning of each sentence, comparing it with the translation as required.
4. Now read the Dutch text again, but this time without looking at the translation.
5. Listen to the recording twice, once while looking at the English translation, and once while looking at the Dutch text.
6. Listen to the recording again with the book closed. At this point you should understand what is being said.
7. Listen to the recording once more. Stop the machine after each sentence, and try to repeat it aloud.
8. Carefully read the comments several times. Examine the Dutch sentences being explained. These notes are very important.
9. Read the exercises. Repeat each sentence several times. The exercises review material from the current lesson and from preceding lessons. If you have forgotten certain words, consult the English translation.
10. Examine the examples of sentence structure. They show how words and phrases are combined in Dutch, which is not always the same as in English.

Happy language learning!

Luiz

Monday, November 26, 2018

Quanto custa morar no Chile?

Todos sabemos que o Chile é um país que vem alcançando índices de dar inveja ao Brasil e a vários outros países da América do Sul. Tendo uma economia sólida e que vem se reaquecendo ultimamente, o Chile é um país que pouco impõe dificuldade para nós, brasileiros, imigrarmos para lá. De fato, o passaporte e a cidadania brasileiros ainda valem algo enquanto estivermos no Mercosul. 

Sendo o Chile um país convidado ao referido bloco econômico, podemos imigrar para lá sem muitos entraves burocráticos. Contudo, não podemos nos esquecer do fato de que os chilenos pagam caro para satisfazer necessidades essenciais como moradia e alimentação.

Como eu tenho amigos chilenos aqui em Recife e brasileiros que moram no Chile, resolvi coletar informações sobre os valores de moradia naquele País. E, a não ser que você seja rico/muito bem financeiramente, é melhor já ir (no puns intended!) juntando suas economias para os primeiros meses no país mais caro da América do Sul.

A começar pela capital, Santiago de Chile, posso afirmar que é a mais cara entre as cidades sobre as quais procurei me informar. Alugar um apartamento não mobiliado nessa cidade custa, de acordo com o primeiro amigo chileno a quem perguntei a respeito, aproximadamente 350.000 mil pesos chilenos. Como a moeda deles é antiga (ao contrário da nossa, a qual vivíamos trocando frequentemente antes do Plano Real), esses zeros a mais é de assustar qualquer um. Entretanto, basta remover dois zeros (00) e dividir o valor restante por dois (2), ou dividir todo o valor por 200, para chegar a um valor aproximado em reais. Portanto, o valor acima mencionado equivale a R$1750,00 hoje (segunda-feira, 26 de novembro de 2018). Isto sem incluir condomínio (gastos comunes, em espanhol chileno) e demais custos como alimentação e transporte.

Também procurei me informar sobre quanto custa um aluguel de um apartamento num lugar chamado Providencia, uma "comuna" (distrito) da capital Santiago, porém, um pouco mais afastado do centro da cidade. Lá, os valores variam entre 380.000 (o apartamento mais simples) e 500.000 pesos chilenos. Aproveitando o ensejo, também perguntei o quanto era necessário levar para passar o primeiro mês em Providencia, considerando, desta vez, alimentação e transporte. O valor sugerido foi de 1.000.000 de pesos chilenos, aproximadamente R$5.000 reais. Um apartamento de tamanho médio, simples, com 3 (três) quartos pequenos e 2 (dois) banheiros custa R$4000 mensalmente, de acordo com um anúncio no site Trovit.cl. Já outro anúncio mostrava um apartamento mobiliado de 37 metros quadrados e perto do metrô por R$.2800, sem o condomínio (R$400) aproximadamente.

Já na região do Maule, uma das regiões mais baratas (ou menos caras!) ao Sul do Chile, o aluguel de um apartamento não mobiliado custa R$1.500. Já um mobiliado custa R$2.000. No Chile, é necessário pagar um mês adiantado como garantia, o qual tem o mesmo valor da mensalidade do aluguel. Ainda em se tratando da região do Maule, você precisaria de R$600 para os gastos com alimentação e R$400 para os gastos com transporte. O valor médio sugerido com a fonte, ou melhor, com o segundo amigo chileno pesquisado foi de R$4.500. O mesmo sugeriu que, para morar em Santiago, o valor estimado seria de R$6.000.

Já um amigo brasileiro que mora em Curicó me informou que, por lá, os preços de um apartamento não mobiliado custa entre 200.000 pesos chilenos (o mais simples) e 400.000 pesos chilenos (o mais complexo). Ele me disse que não é muito comum alugarem apartamentos mobiliados na região, e que é mais comum alugarem casas por lá.

Há outras alternativas? Sim, há: encontrar alguém para com quem dividir o aluguel ou procurar um quarto para alugar. Um outro amigo brasileiro que já morou um bom tempo em Santiago me disse que conseguiu alugar um quarto pelo equivalente a R$500,00. 

Qual o porquê de os aluguéis serem tão caros? A resposta é complexa e inclui vários fatores. Mas, para fins de objetividade, um dos motivos é que houve nos últimos anos um grande número de imigrantes chegando ao Chile (Vocês sabem bem de onde!) e que a primeira leva deles tinha um altíssimo nível educacional, consequentemente elevando o padrão de vida, exigência e consumo em tais regiões (sem falar que o Chile, por si só, já era considerado um país com um custo de vida alto).

Como vocês podem ver, as estimativas variam. Porém, em se tratando de mudar-se para um país estrangeiro, levar consigo dinheiro a mais nunca é demais. Portanto, estimar o valor para cima é sempre uma margem segura para evitar quaisquer apuros e imprevistos.

O valor do salário mínimo chileno gira em torno de R$1.500. Portanto, talvez seja necessário encontrar um outro emprego para poder se manter naquele País. 

Ainda em tempo, deixo como sugestão o canal de um brasileiro que mora na província de Magallanes: https://www.youtube.com/user/markstudo2009 
O canal dele é bastante informativo e lá vocês podem encontrar muitos vídeos a respeito dos custos de vida e regalias de se viver no Chile.

Deixem suas dúvidas nos comentários! 

Espero ter ajudado.

Abraço,

Luiz
 




Tuesday, September 4, 2018

Observatório de Línguas do CAp (Colégio de Aplicação) UFPE abre inscrições para curso de inglês

As inscrições acontecem na Escolaridade do Colégio de Aplicação, no horário das 9h às 14h
Amanhã (5) e quinta (6), acontecem as inscrições para o curso regular de Língua Inglesa para Iniciantes pelo Observatório de Línguas Estrangeiras do Colégio de Aplicação (CAp) da UFPE. Há 20 vagas disponíveis. O curso é aberto para a comunidade em geral. As aulas acontecerão aos sábados, das 8h às 11h.
Foto: Passarinho

São oferecidas 20 vagas para o curso voltado para iniciantes
As inscrições acontecem na Escolaridade do Colégio de Aplicação, no horário das 9h às 14h. As aulas serão iniciadas no dia 15 deste mês. Para a inscrição, é necessário trazer cópia da identidade e efetuar pagamento da taxa do material didático no ato da inscrição. As inscrições acontecerão por ordem de chegada até o preenchimento das vagas.

Clipac UFPE abre inscrições para cursos de línguas no semestre letivo 2018.2

Clipac UFPE abre inscrições para cursos de línguas no semestre letivo 2018.2
Alunos veteranos não precisam fazer a inscrição on-line, só é preciso renovar a matrícula
O Curso de Línguas Popular Aberto à Comunidade (Clipac), projeto vinculado ao Programa de Educação Tutorial (PET) Conexões Gestão Política-Pedagógica  da UFPE, abre inscrições para alunos novatos e veteranos (jovens e adultos) para o semestre letivo 2018.2. Haverá vagas para os cursos de inglês, espanhol e francês. As inscrições para alunos novatos serão realizadas até amanhã (4) via internet. Os alunos veteranos não precisam fazer a inscrição on-line, só é preciso renovar a matrícula.
Serão ofertadas 25 vagas por turma, sendo usado como critério para preenchimento das vagas a ordem de inscrição on-line. Para ingressar nas turmas de nível A1.2, é necessário apresentar certificado de conclusão de curso nível A1.1 ou ser aprovado em teste de nivelamento oferecido pelo projeto, conforme indicado no edital disponibilizado no blog do Clipac. Segundo o edital, 60% do total das vagas ofertadas para cada turma (as 12 primeiras vagas) serão destinadas a alunos oriundos de escolas públicas.
O período de matrícula será realizado de forma distinta, conforme modalidade de curso. O estudante paga apenas a taxa de matrícula, com valor de R$ 50,00. Não há mensalidades. A aula magna acontecerá no dia 14 deste mês, às 14h, no auditório do Niate CFCH-CCSA. Na ocasião, serão apresentados o PET Conexões Gestão Política-Pedagógica, os professores e os monitores envolvidos no projeto. As aulas serão iniciadas em 17 de setembro.
Mais informações
Curso de Línguas Popular Aberto à Comunidade (Clipac)
inscricaopetgpp@gmail.com 

Wednesday, August 8, 2018

[OPORTUNIDADE] NLC da UFPE prorroga inscrições para cursos de idiomas

O Núcleo de Línguas e Culturas da UFPE prorrogou até amanhã (09 de agosto) as inscrições para todos os cursos de idiomas que oferta à comunidade acadêmica e não acadêmica.


Para maiores informações, favor entrar em contato pelos seguintes meios:

Telefone: 81 21268961

E-mail: nlc.ufpe@outlook.com

Facebook: facebook.com/nlcufpe

Sunday, June 3, 2018

Cursos de atualização no ensino de língua espanhola com Iaranda Barbosa

     Você sabia que o Espanhol é a segunda língua mais falada no mundo, em número de usuários? Sabia que ela possui quase meio bilhão de falantes? Sabia que depois do Inglês ela é a língua da comunicação internacional, sendo assim, importante para os negócios, para a cultura e para a política? Se suas respostas foram negativas para todas essas perguntas, você está precisando não apenas se atualizar, como também aprender o idioma oficial de mais de 20 países, pertencentes à América, à Ásia, à Europa e à África. Aprender e falar uma língua vai muito além de conhecer as estruturas gramaticais e ter fluência. Principalmente para nós, latino-americanos, falar espanhol é (re)conhecermos a nós mesmos enquanto pertencentes a uma mesma região e nos conscientizarmos de que nossas diferenças são enriquecedoras para nosso crescimento pessoal. Quer aprender Espanhol e ainda obter mais conhecimento sobre cultura, glotopolítica, história e literatura da América Latina, da Espanha, das Filipinas e da Guinea Equatorial? Então entre no site sympla.com.br/iarandabarbosa e faça já a sua matrícula no curso de conversação para o nível iniciante ou avançado e comece agora a desfrutar de toda a beleza desse idioma tão rico e inspirador.


Tuesday, April 3, 2018

[OPORTUNIDADE] Colégio de Aplicação da UFPE abre inscrições para vagas remanescentes para cursos de línguas

O Colégio de Aplicação (CAp - UFPE) abre inscrições para vagas remanescentes para seus cursos de línguas. Os interessados devem comparecer munidos da documentação exigida e efetuar o pagamento da taxa de material a ser utilizado no curso escolhido.


Conforme o print acima, as vagas serão preenchidas por ordem de chegada. Para saber se candidatos de outras instituições podem se inscrever e maiores informações, envie um e-mail para observatoriolinguas@capufpe.com 

UPDATE [09/04/2018]: O valor da taxa de material é de R$230.

Fonte: https://www.ufpe.br/cap/noticias/-/asset_publisher/jr5LXgpb6GYC/content/atualizacoes-observatorio-alemao-e-vagas-remanescentes/39038

Monday, July 10, 2017

[OPORTUNIDADE] Centro de Educação Profissional Jornalista Cristiano Donato abre inscrições para cursos de idiomas

Até às 23:59 do dia 12 de julho estarão abertas as inscrições para os cursos de idiomas do Centro de Educação Profissional Jornalista Cristiano Donato. A oferta de idiomas para o semestre de 2017.2 conta com cursos de inglês, espanhol, italiano, francês, russo e japonês. As inscrições podem ser feitas através do site do Qualifica Recife.

Maiores informações estão disponíveis neste link.

Thursday, May 5, 2016

[OPORTUNIDADE] Idiomas sem Fronteiras inscreve para cursos presenciais gratuitos de inglês

Estão abertas até 16 de maio as inscrições para cursos presenciais gratuitos de inglês do Programa Idiomas sem Fronteiras (Isf). Os cursos possuem carga horária de 16 horas e são ofertados nas áreas de preparação para exames de certificação internacional, conversão, escrita e leitura acadêmica, dentre outros. As candidaturas devem ser feitas on-line e as aulas, que têm início a partir do dia 27 de maio, serão realizadas pelo Núcleo de Línguas (Nucli) da UFPE.

Podem se inscrever para os cursos alunos de graduação, mestrado e doutorado stricto sensu e servidores da UFPE. Os requisitos para a inscrição incluem ter realizado o Toefl ITP pelo programa IsF e já ter seu resultado publicado no Sistema IsF, já que é o teste que indica em qual nível de curso o aluno deve se matricular.

Os cursos presenciais são ofertados periodicamente pelo IsF e sempre apresentam temas específicos e carga horária variável. As aulas são realizadas no Centro de Artes e Comunicação (CAC) ou no Niate CCB, no Campus Recife, e têm como base um ou dois encontros semanais, nos horários da manhã, tarde ou noite, totalizando quatro horas semanais.

TOEFL ITP – É um exame de nivelamento que visa avaliar a proficiência de falantes não nativos da língua inglesa (não havendo, portanto, aprovação ou reprovação). Os testes avaliam as habilidades em três áreas: compreensão auditiva, expressões escritas e estruturais (gramática) e compreensão escrita (leitura e interpretação de textos). Qualquer aluno ou servidor da UFPE pode realizar a prova gratuitamente, basta acessar o site do IsF e selecionar a data que seja mais conveniente. Cerca de 45 dias após a aplicação do teste, o resultado está disponível on-line e posteriormente um certificado impresso também fica disponível. As inscrições para o exame estão abertas durante todo o semestre, e o procedimento de inscrição é todo feito on-line.

Mais informações
Núcleo de Línguas
contato.nucli.ufpe@gmail.com

Fonte: https://www.ufpe.br/agencia/index.php?option=com_content&view=article&id=55744

[OPORTUNIDADE] Núcleo de Línguas abre 25 vagas para workshop em inglês

Núcleo de Línguas abre 25 vagas para workshop em inglês

O Núcleo de Línguas (Nucli) da UFPE recebe até segunda-feira (9) inscrições para um workshop em desenvolvimento da produção oral em inglês. Serão realizados quatro encontros com duração de três horas cada, no Centro de Artes e Comunicação (CAC), nos quais o professor Rafael Moreira discutirá temas como viagens, mercado de trabalho, educação e preconceito. Como as aulas serão ministradas em inglês, é recomendado que os participantes possuam ao menos nível de inglês pré-intermediário. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por e-mail.

Os interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviá-la até as 11h da segunda-feira (9) para contato.nucli.ufpe@gmail.com. Os primeiros 25 candidatos que cumpram o pré-requisito de idioma terão a vaga garantida. As aulas serão realizadas na sala 30 do Centro de Artes e Comunicação (CAC), nos dias 10, 12, 17 e 19 de maio. O evento é aberto a toda a comunidade (dentro e fora da universidade).

Mais informações
Núcleo de Línguas
contato.nucli.ufpe@gmail.com
Fonte: Ascom-UFPE
https://www.ufpe.br/agencia/index.php?option=com_content&view=article&id=55756:nucleo-de-linguas-abre-25-vagas-para-workshop-em-ingles&catid=114&Itemid=72

Tuesday, March 15, 2016

Concurso de vídeo premia com curso de inglês no Reino Unido

Concurso de vídeo premia com curso de inglês no Reino Unido
 
A Newscastle College, na Inglaterra, está promovendo um concurso de vídeos que dará como prêmio um mês de aulas de inglês na instituição. Para concorrer, o interessado deve gravar um vídeo em inglês, de até 45 segundos, explicando porque quer estudar aprender inglês na instituição britânica. O vídeo deve ser postado na página do Facebook da Newcastle, marcando o perfil da instituição, ou no Instagram, com a hashtag #WinEnglishinNewcastle e mencionando o perfil @NewcastleCollegeInternational. Os vídeos devem ser postados até o dia 30 de abril.
Os vencedores serão anunciados no dia 31 de maio. Eles ganharão isenção nas taxas das quatro semanas de aulas de inglês, no valor total de 740 libras, que podem ser realizadas até maio de 2017. O estudante deve arcar com as passagens aéreas, visto, seguro, hospedagem e alimentação.

Fonte: Ascom-UFPE

Tuesday, December 29, 2015

A febre do poliglotismo a curto prazo

Não me levem a mal, mas eu acredito que há uma nova febre tomando conta da comunidade de aprendizagem de línguas na Internet: o poliglotismo a curto prazo.

Durante minha primeira estada nos EUA, acabei descobrindo no Youtube os vídeos de Steve Kaufmann, criador do LingQ. Fiquei encantado pela maneira clara em que ele fala em inglês e comecei, então, a usar os vídeos dele como comprehensive input para melhorar minha compreensão auditiva em inglês, que era muito fraca até o começo dos meus cinco meses de imersão. Os tópicos abordados por ele me interessavam muito, pois tinham a ver com a minha área de formação: ensino e aprendizagem de línguas. Gostava de ver como era a abordagem dele quanto à aprendizagem autodidata de línguas estrangeiras e, com o tempo, fui tomando conhecimento de outros poliglotas (ou multilíngues, como preferir) renomados: Luca Lampariello, Richard Simcott, Benny Lewis, Alex Rawlings e Tim Doner, entre tantos outros. Confesso que já devo ter assistido a quase todos os vídeos dos que mencionei e de alguns outros nem tão conhecidos assim. Aprendi muito com as técnicas de aprendizagem que compartilharam e creio que, pelo que pude perceber, muitos deles aparentam ter um grau considerável de fluência e de proficiência nos idiomas que afirmam falar.

Ao longo desses três últimos anos, contudo, vi um número crescente de outros Youtubers também quererem seu lugar ao sol. Apesar de ser um grande entusiasta da aprendizagem de línguas, acredito que esse desejo desmedido de alcançar o poliglotismo seja perigoso. Vi surgirem challenges e afins, com o intuito de promover a aquisição de uma língua estrangeira em pouco tempo. E se tem algo que não combina com aprendizagem sólida, esse algo é a pressa. Vejo o pessoal querendo ser "fluente" em questões de meses, tentando absorver uma grande quantidade de conteúdo em pouco tempo, ao passo que negligenciam princípios básicos da aprendizagem. Vamos ser realistas: dá, sim, pra alcançar progressos significativos em pouco tempo, porém apenas em se tratando de sair do zero para, muito possivelmente, um nível A2 ou até mesmo chegar em algum ponto do nível B1 em poucos meses. Porém, cruzar a ponte e desenvolver um B2 sólido pode levar, a depender da quantidade de horas e seu grau de dedicação/abdicação pessoal, pelo menos alguns anos se você não estiver imerso na comunidade de falantes da língua-alvo, escutando ativamente, tentando entender o que lhe está sendo dito e querendo comunicar suas ideias aos seus interlocutores.

Se você estiver começando a aprender uma língua estrangeira, não se deixe iludir. Aprender requer tempo, ser fluente ainda mais, e dominar plenamente a língua-alvo, muito mais. Se for embarcar em algum challenge por aí, estabeleça metas realistas. Nenhum método de aprendizagem autodidata de idiomas vai abordar em tão pouco tempo todas as áreas da sua vida na língua estrangeira (clique aqui para ter acesso ao Self Assessment check-list do Quadro Europeu Comum de Referência), muito menos seu cérebro poderá dar significado ao que estudou sem tais conteúdos serem colocados em prática com falantes do idioma.

Sunday, July 19, 2015

Aprender os fonemas do inglês, alemão e espanhol

Olá, pessoal.

Hoje, venho compartilhar um ótimo site para os que tiverem interesse em aprender como pronunciar (e ver como se pronunciam) os sons de três das mais importantes línguas estrangeiras: inglês, alemão e espanhol.

O site da Universidade de Iowa transformou seu antigo website num aplicativo (apenas para o idioma inglês), mas as versões antigas continuam online.
Seguem os links:

English

Deutsch

Español


Fonte: http://soundsofspeech.uiowa.edu/

Thursday, July 16, 2015

Por um ensino de idiomas inclusivo

Nesse novo post contamos com a contribuição mais do que especial do meu amigo e também companheiro de profissão Philipe Araújo. Tive o prazer de conhecê-lo há três anos quando dum evento na Universidade Federal de Pernambuco, no qual ele fez uma apresentação sobre seu intercâmbio acadêmico na Itália. Sempre trocamos muitas ideias em relação à aprendizagem de línguas e demais questões concernentes à nossa área de atuação. Ele tem muito a dizer a respeito.

É com você, Philipe!

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Por um ensino de idiomas inclusivo


O aprendizado de línguas estrangeiras nunca foi prioritário em nosso país. Mesmo no que se refere à língua materna, desde a proibição do nheengatu, em 1758, até o normativismo tradicionalista de nossos dias, a língua da maior parte da população sempre foi proibida, classificada como “errada”, ou cruelmente extinta.
Até a década passada, poderia se dizer que em um país de dimensões continentais como o nosso não haveria necessidade de aprender outras línguas para os mais pobres. Um brasileiro de classe baixa, ou seja, mais da metade da população àquela época, poderia muito bem passar a vida inteira sem precisar aprender uma palavra em outro idioma. Já para os filhos dos barões, é claro, francês era fundamental para as viagens à Europa.
Com a “globalização” do novo milênio, porém, aprender a língua dos donos do mundo virou não somente um must para a classe média tradicional, como necessidade para parcela considerável da nova classe trabalhadora.


No entanto, é triste notar que, a despeito da real necessidade econômica e social de o país se comunicar com o mundo, o governo brasileiro não investe em ensino de línguas estrangeiras para todos. Mesmo o inovador programa de ensino Idiomas sem Fronteiras, com cursos custeados pelo governo em 10 línguas, criado na gestão passada, beneficia apenas alunos de ensino superior e funcionários de instituições federais. Isso num cenário em que mais de 80% dos universitários brasileiros estão na rede privada. Em outras palavras, o governo federal tem oferecido milhares de vagas em cursos de idiomas gratuitos para o topo da pirâmide educacional.
Já nas esferas de ensino público estadual e municipal, responsáveis pelos ensinos fundamental e médio, a realidade é outra. Às vezes faltam professores de línguas estrangeiras. E mesmo quando há professores, faltam condições para o ensino. Salas lotadas, falta de material, infraestrutura precária, tempo de aula insuficiente… A lista de problemas a enfrentar é tão grande, que surpreende alguns professores conseguirem ir além do verbo to be.  


Num país esfacelado pela desigualdade, os ricos aprendem inglês e francês desde pequenos em escolas bilíngues de mensalidades exorbitantes, para desfrutar ao máximo as viagens a Miami e a Paris. A classe média se contenta em colocar os filhos adolescentes nos cursos de idiomas dos bairros nobres.
À classe trabalhadora, estrangulada, com chances remotas de acesso ao ensino superior, e cada vez mais esmagada pela necessidade de comprovar alguma qualificação para lutar por uma vaga de emprego em tempos de recessão, não resta outro caminho senão esses mesmos cursos de idiomas elitistas. Com mensalidades que não raro chegam quase à metade de um salário mínimo e cursos longos, que às vezes chegam a sete anos de duração, não demora muito para que os mais pobres se percebam destituídos do direito de aprender. Se dividir entre o trabalho, a família e as aulas não é fácil. Menos ainda em grandes metrópoles como Recife, onde o trajeto de casa ao trabalho pode levar mais de duas horas.


A atmosfera de desesperança, é claro, atinge igualmente a nós, professores. Somos extremamente desvalorizados, seja na rede pública, seja na rede privada. Cenário comum: numa turma de doze, a mensalidade de um só aluno já é maior que o pagamento que o professor receberá por aquela turma. Se você é aluno de um curso de idiomas, pergunte ao seu professor quanto ele recebe. Chegar a R$30/hora é um luxo! Ademais, a perspectiva de crescimento na carreira é quase insignificante e a liberdade de criar é extremamente limitada.
Aos professores migalhas, aos donos das grandes franquias, novas escolas para lucrar mais a cada ano.


Apesar de tantos problemas, não serviria de nada perder todas as esperanças e desistir. É possível criar para os professores, condições mais dignas, a valorização profissional e o reconhecimento que todos merecemos e a liberdade de planejar as aulas e participar de forma democrática das decisões pedagógicas. Para os alunos, mensalidades justas, que diminuem à medida que cresce o número de alunos. Além disso, a libertadora possibilidade de estudar onde e quando tiverem disponibilidade, e conforme a metodologia com a qual se sentirem mais confortáveis.
É preciso valorizar os bons exemplos. Se você pensa em estudar um idioma em algum curso, leve em conta também quanto ganham os professores. Se você percebeu que faltam professores de idiomas nas escolas públicas, denuncie. A situação só pode mudar quando o problema for reconhecido como de todos nós.


Philipe Araújo é pesquisador na área de ensino de inglês como língua estrangeira e tem certificações de proficiência internacionais em língua inglesa (C1) e língua italiana (C2). Atualmente, trabalha como professor-pesquisador bolsista da CAPES no Núcleo de Línguas Idiomas sem Fronteiras da UFPE. É graduando no oitavo período de Licenciatura em Língua Inglesa. Cursou Didática das Línguas Modernas e Linguística Italiana em intercâmbio na Università Roma Tre (2012), na Itália, obtendo certificação de proficiência em italiano em nível C2 (avançado), reconhecida pelo governo italiano. Em 2013, obteve certificação internacional como aplicador do TOEFL ITP, e no momento atua como aplicador do TOEFL na UFPE. Suas pesquisas concentram-se nas áreas de Didática das Línguas, Língua e Relações Sociais, Linguística Aplicada e Argumentação. Atua também como professor privado de língua portuguesa, inglesa e italiana para jovens e adultos. Participou como voluntário de uma série de projetos de inclusão social e divulga sua produção acadêmica em eventos ligados à Educação, ao Ensino de Línguas, Linguística e Literatura.

Thursday, April 16, 2015

Feira EducationUSA será realizada pela primeira vez em Pernambuco

[Divulgando]

Feira EducationUSA será realizada pela primeira vez em Pernambuco
Da assessoria do evento


Na próxima quinta-feira (23), será realizada no Recife a primeira edição da Feira EducationUSA, única feira exclusiva para estudos nos Estados Unidos. O evento vai reunir representantes de mais de 29 universidades americanas, além da Embaixada e do Consulado dos Estados Unidos. O evento acontecerá no Hotel Transamérica Prestige, das 17h às 20h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do EducationUSA Brasil. Universidades como University of California San Diego, Florida StateUniversity, New York University, University of Colorado Boulder e muitas outras instituições irão expor programas que incluem cursos de graduação, pós-graduação (mestrado e doutorado) e inglês intensivo.

Segundo a coordenadora do EducationUSA Recife/ABA Global Career Center, Danyelle Marina, o objetivo é oferecer aos interessados de toda a Região Nordeste a oportunidade de conversar diretamente com esses representantes sobre o processo de admissão nestas universidades, como funciona a vida acadêmica de cada uma delas e começar a organizar o plano de estudar no exterior. A feira já acontece faz mais de dez anos no Rio, São Paulo e Brasília, onde, todo ano, atrai mais de 5 mil estudantes. A iniciativa de realizar o evento em Pernambuco é do Escritório EducationUSA/ABA Global Career Center.

BOLSAS DE ESTUDOS – Além de expositores, a Feira EducationUSA terá uma programação de palestras sobre o Ciência sem Fronteiras (com representante da Laspau), programa do governo brasileiro que oferece bolsas de graduação e doutorado no exterior para brasileiros, além de palestras com representantes do consulado americano sobre como tirar o visto de estudante. O Circuito Brasileiro de Feiras EducationUSA vai passar ainda por Belo Horizonte (22 de abril), Fortaleza (25 de abril), Belém (27 de abril) e Campinas (30 de abril).

Danyelle Marina ressalta que a Feira EducationUSA chega ao Recife num momento em que cada vez mais estudantes brasileiros pleiteiam vagas em faculdades fora do país. A coordenadora, que é a orientadora do EducationUSA no Estado e prepara as pessoas interessadas em estudar nos EUA, considera que atualmente mais e mais alunos têm buscado diversificar suas oportunidades e sonhar alto, inscrevendo-se para universidades que são referência no mundo.

No ano letivo 2013/2014, havia 5.097 brasileiros fazendo graduação completa nos Estados Unidos – um crescimento de 9% em relação ao ano anterior, segundo o Instituto de Educação Internacional. Considerando ainda intercâmbios, cursos de especialização e pós-graduação, a presença brasileira em ambientes de ensino americanos teve aumento de 22%, inferior apenas ao do Kuwait (43%).

Mais informações
EducationUSA
(81) 3427.8822/8823

Fonte: Ascom-UFPE

Sunday, January 25, 2015

Escola de Idiomas Paula Frassinetti (FAFIRE) abre inscrições

Artigo postado no próprio site da instituição:

Escola de Idiomas Paula Frassinetti
Estão abertas as inscrições para os cursos da Escola de Idiomas Paula Frassinetti, localizada na Fafire. Para a próxima entrada, a escola oferece cursos de Inglês, Espanhol, Italiano e Francês, nos níveis iniciante, intermediário e avançado. Além disso, estão sendo ofertados cursos específicos, voltados para vários públicos: para quem quer se preparar para concursos e vestibulares, para professores que buscam atualização, para quem deseja certificação internacional, para adolescentes, para a melhor idade e para o público em geral que deseja aprender um idioma.
Para um aprendizado ideal, as turmas possuem vagas limitadas. Além de disponibilizar ensino de línguas estrangeiras, o local também proporciona aos estudantes um intercâmbio linguístico-cultural entre a comunidade brasileira e as demais nacionalidades, por meio de palestras, workshops, video-sessions e outras atividades.
Interessados em obter mais informações devem ligar para o 2122-3500 - ramal 3621/3576, ou comparecer à coordenação, localizada no segundo andar da faculdade.
Confira a lista de cursos oferecidos AQUI.



Núcleo de Línguas e Culturas da UFPE abre inscrições

O Núcleo de Línguas e Culturas da Universidade Federal de Pernambuco (NLC) está com inscrições abertas para cursos de idiomas. São oferecidos cursos de inglês, francês, espanhol, italiano e alemão. As vagas são limitadas e abertas a alunos, servidores da UFPE e também ao público extra-universitário. O valor da semestralidade vai ser atualizado, mas estima-se que fique por volta dos R$400.

Para inscrever-se, acesse https://www.ufpe.br/nlc/index.php/inscricoes

Para maiores informações, acesse https://www.ufpe.br/nlc/

Wednesday, January 21, 2015

[Certificação] TCF Québec (Test de connaissance du français Québec)

Olá, pessoal! Espero que tudo esteja indo bem com vocês nesse começo de 2015.

Passei a metade da manhã de hoje fazendo a prova do exame de proficiência TCF - Test de connaissance du français. Como já venho há bastante tempo namorando a possibilidade de imigrar para o Canadá, ou melhor, para o Québec, decidi testar meu francês na modalidade específica chamada TCF Québec, além de querer saber onde realmente está meu nível de francês de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas. Já faz bastante tempo que não faço mais curso de francês e venho dedicando algumas poucas horas diárias à língua de Molière e de tantos outros. Alguns amigos me diziam que estava no B2 (pelo menos na produção oral), e decidi tirar a prova real para saber se tinha regredido muito ou não (é algo inevitável quando se trata de aprender várias línguas estrangeiras. É impossível não perder a fluência ou vocabulário quando não se utiliza o idioma de forma ativa todos os dias).

Há um centro aplicador da prova aqui na minha cidade, a Aliança Francesa Recife e a modalidade TCF Québec é aplicada uma vez por mês, ao contrário do DELF, que só é aplicado uma vez por semestre.

A prova essencialmente é constituída de duas partes: a compreensão auditiva e a expressão oral, mas também pode-se pagar alguns reais a mais e também fazer a compreensão escrita (interpretação textual). A lógica é simples: quanto mais habilidades linguísticas forem testadas (e seu bom desempenho nelas), mais pontos você terá para somar ao seu dossiê. Foi o que eu fiz.

Aqui vou narrar a minha aventura nas três partes. Vejo que, geralmente, os poliglotas que vemos por aí na Internet não costumam falar de seus insucessos, exaltando apenas os êxitos. Entretanto, jamais ousei dizer que sou hiperfluente em todos os idiomas, que tenho nível nativo etc., e, portanto, acho saudável também falarmos de nossas escorregadas, até mesmo para servir de exemplo aos que estão começando só agora a jornada rumo à aprendizagem de língua(s) ou que ainda não fizeram o teste de proficiência em questão. Isso só causaria expectativas irreais a meu respeito, cobranças etc.

Vamos lá?

A compreensão auditiva tem 29 questões, assim como a escrita. Essa etapa da prova dura 25 minutos. Você recebe um gabarito e um livrinho com as opções de resposta de A a D (ou de A a E, não lembro bem). As gravações começam simples e o nível de dificuldade vai aumentando. A primeira questão, por exemplo, tem uma imagem de uma menininha entregando um presente para a mãe e você tem que escolher qual das locuções se refere à imagem. Você ouve diálogos não muito longos. Há sempre uma pergunta no final de cada gravação, e é aí que você deve ler as opções no caderninho para marcar o quadradinho correspondente no gabarito. Como o exame é na modalidade Québec, há algumas poucas gravações em que o sotaque é quebequense. Contudo, grande parte dos locutores falam em francês europeu (França). Apesar de estar mais acostumado ao sotaque europeu, nessas férias dediquei-me quase exclusivamente ao sotaque quebequense da Radio Canada. Não foi uma boa escolha. Tive muita dificuldade de conseguir me acostumar a ele, e talvez tenha perdido um pouco de familiaridade com o europeu.
Dica: Concentre-se majoritariamente a acostumar-se com o standard do francês europeu e ouça muitas gravações em francês desde diálogos no dia a dia a conversas telefônicas, ouvintes ligando para rádio etc. Contudo, não ignore o quebequense por completo.

Já a segunda etapa foi a da compreensão escrita e tem 25 questões. Aqui, você tem que correr contra o tempo. Os textos começam bem simples, desde interpretar para quem ou porque um bilhete ou carta foi escrito, até textos bem longuinhos de propagandas, anúncios, nota de opinião etc. Sempre, é claro, lendo as alternativas no caderninho e assinalando o quadradinho correspondente na folha do gabarito. É aqui que se faz necessária a competência em gêneros linguísticos em língua estrangeira, noções de função de linguagem etc. Se ler em francês fosse algo que eu fizesse todos os dias, talvez não teria tido problemas.
Achei o espaço de tempo curto para cada questão, mas consegui terminar a tempo, faltando poucos minutos para o término da sessão.
ATENÇÃO: A folha do gabarito NÃO vem com o seu nome. Eu quase entregei o gabarito sem minhas informações pessoais preenchidas. Ainda bem que ela me sinalizou antes de receber.
Dica: Leia MUITO! A palavra-chave aqui é AMPLIAÇÃO DE VOCABULÁRIO. Familiarize-se com os diversos gêneros textuais em francês.

Já a terceira e última parte que fiz foi a de expressão oral. A aplicadora da prova vai chamar você para uma sala e, antes de iniciar a prova, perguntará se você já sabe como funcionará aquela etapa, que se divide em três partes, para só então iniciar a sessão. Tudo é gravado e creio que eles mandem para uma comissão julgadora decidir seu destino.
A primeira parte consiste em você se apresentar, falar de si, de suas paixões e gostos. Enfim, quem você é. Dura aproximadamente 4 minutos. Já na segunda parte desta etapa você tem que formular o máximo de questões possíveis sobre o Québec, a fim de entrevistar a aplicadora. Não tem tema definido, mas há sugestões (paisagens, cultura, cozinha quebequense etc.). Ela te dará alguns minutos (uns 5 minutos, se não me falha a memória) e depois pedirá que você faça as perguntas. Contudo, não se iluda! Ela vai responder de forma bem simples, não se prolongando muito. O objetivo aqui é você fazer o maior número de perguntas possíveis. Caí na besteira de escrever pergunta por pergunta na folhinha, perdendo, assim, bastante tempo pra pensar em várias outras perguntas. Creio que teria economizado tempo se tivesse anotado apenas os tópicos e utilizado a folha apenas para me guiar. Ainda assim, fiz várias outras perguntas que me vieram à mente e, assim, consegui preencher o tempo. A terceira parte foi a que eu creio que vá me prejudicar mais no resultado final. A aplicadora vai sortear um tema (dentre 5 ou 6) e pedir que você fale o máximo possível a respeito, posicionando-se e articulando bem a sua argumentação. A minha pergunta foi simples, mas dava muito pano pra manga:

"Quem deve se empenhar mais: o imigrante ou o país que o recebe?".

Meu motor estava desaquecido. Tive poucas oportunidades (nem me interessei muito em criá-las) de conversar em francês ultimamente, além de ter tido um bocado de coisas a resolver durante essas férias.
Dicas: FALE MUITO EM FRANCÊS, ainda que sozinho. O francês, para esta última etapa da prova, tem que estar MUITÍSSIMO automatizado e você deve hesitar o mínimo possível enquanto fala. Fale e procure se posicionar criticamente a respeito dos mais variados temas possíveis, ainda que você não tenha uma opinião a respeito até mesmo na sua língua materna.

Resumo da obra: O TCF Québec não aprova ou reprova, apenas te diz onde você está na sua aprendizagem. Mergulhe de corpo inteiro no idioma e, permita-me a analogia, não se esqueça de se alongar todos os dias.

O resultado deverá sair em três ou quatro semanas. Assim que o souber, compartilho com vocês.

Abraços e bonne chance pour moi.

Update: Obtive C1 na compreensão escrita, B2 na expressão oral e B1 na compreensão auditiva.

Tuesday, January 13, 2015

[OPORTUNIDADE] Centro de Educação Profissional Jornalista Cristiano Donato divulga edital 2015 de inscrições para cursos de idiomas

Oportunidade para os moradores do Recife.

Desde o dia 04 de janeiro estão abertas as inscrições para cursos profissionalizantes oferecidos pela Prefeitura do Recife, e o Centro de Educação Profissional Jornalista Cristiano Donato está disponibilizando vagas para seus cursos de idiomas. A instituição oferece aulas de inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, russo, japonês e árabe.

Para se candidatar a uma vaga, é necessário acessar o site http://qualificarecife.com.br/ , ler o edital e seguir as instruções do site. As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de janeiro, e os resultados serão divulgados já no dia 22 do referido mês. O próximo passo é dirigir-se à instituição no período de 26 a 27 e apresentar a seguinte documentação:

  1. Carteira de Identidade (RG)
  2. CPF próprio do candidato, independente da idade;
  3. Comprovante de escolaridade (Histórico Escolar, Declaração de matrícula para quem ainda está estudando ou Declaração de série cursada), quando exigido;
  4. Comprovante de Residência;
  5. 1 (uma) foto 3×4;

Haverá três remanejamentos, a fim de que todas as vagas sejam preenchidas.

As aulas começam no dia 02 de março.

Para maiores informações e demais datas, favor acessar o Qualifica Recife.





Saturday, November 8, 2014

Alemão: onde estou e como vai ser daqui pra frente

Aprender alemão foi uma escolha que demorou a ser feita. Lembro que sempre tive uma relação de curiosidade e repulsa ao idioma em questão. Muito frequentemente me diziam que era uma língua "extremamente difícil" e que "os alemães ainda são um povo muito racista e xenofóbico". Naquela época, eu dava muito ouvido ao que diziam, ainda que com certa desconfiança. Entretanto, nunca quis me dar ao trabalho de confirmar ou desmentir tais afirmações.

Certa vez, lá no ano de 2007, um colega do curso de italiano me emprestou um dicionário de alemão após eu ter-lhe dito que nutria uma certa curiosidade pelo idioma de Göethe. Mas tenho nítidas recordações de que o material ficou por muito tempo na minha estante sem ser utilizado. Sempre que eu o abria, sentia uma certa repulsa por aquelas palavras cheias de consoantes e que cujas grafias chegavam a me dar um "nó na vista". Ainda não era a hora.

Dois anos depois, já na graduação, um de meus professores, o de Latim, mais especificamente, frequentemente contava como foi seu doutorado em Linguística Românica na Alemanha (Apesar de a Alemanha ser um país de língua germânica, possui os melhores cursos de Romanística de toda a Europa). Foi então que me dei conta de que, sim, era hora de encarar o desafio de adquirir uma nova língua estrangeira, pois vislumbrava a possibilidade de ser aceito em algum programa de pós-graduação naquele país. Muito em breve, comecei a adquirir uma vasta gama para aprender alemão: métodos, gramáticas e mais gramáticas, livros-textos etc. No ano seguinte, mais exatamente em 2010, larguei a disciplina eletiva de francês na universidade para poder frequentar as aulas de alemão num centro de idiomas aqui da cidade. Foi um ano difícil. Difícil não só pelo próprio começo da aprendizagem de um novo idioma, como também por causa de várias outras questões pessoais. Foi um ano cinza. Ainda assim, matriculei-me em outro curso de língua alemã após ter dado de cara com um conflito de horários com o da instituição anterior. Apesar de o curso ter custado caro, acabei aproveitando muito pouco por simplesmente não me dedicar, muito menos me expor, à língua alemã fora da sala de aula. 2h30 por semana não é o suficiente para se alcançar um nível digno de fluência em pouco tempo. Enfim, meu foco e prioridades eram outros.

Em 2012, ganhei uma bolsa de estudos pros Estados Unidos. Além de mim, havia mais duas brasileiras, um francês e uma alemã no grupo dos estudantes estrangeiros. Ela era encantadora. Ao demonstrar-lhe meus (tímidos) conhecimentos em alemão até então, conquistei sua simpatia logo no primeiro dia. Contudo, concentrei-me no inglês o máximo que pude, e meu alemão acabou enferrujando. Como os americanos dizem, "If you don't want to lose it, use it!".

Certo dia, fui pego de surpresa ao ter que falar com ela em alemão ao telefone em determinada situação. Fôramos convidados por uma igreja para um jantar com todos os graduandos estrangeiros da cidade. Nos EUA, o mais conveniente é andar de carro, pois tudo pode ser muito longe, e o serviço de transporte da minha cidade era bem moroso. O de Recife, apesar dos pesares, ganha em diversidade de roteiros e opções...
Dois alunos ficaram de dar carona a mim e a meu colega de quarto, já que um amigo que morava no mesmo andar que nós não estava atendendo nossas ligações. Daí, quando os dois outros alunos e eu já estávamos a caminho do carro deles, o meu colega de quarto me ligou e passou pra a minha amiga alemã falar comigo, insistindo que deveria ir com ela e os demais. Pronto, lá estava em saia justa. Como iria fazer pra dizer a ela que agradecia muito a insistência, mas que tudo já estava combinado com os dois colegas? Em poucos instantes, estava eu balbuciando tudo o que conseguia lembrar em alemão. E adivinha só: deu certo! E a sensação de ter conseguido me comunicar em alemão numa situação real de comunicação foi indescritível.

Logo que voltei ao Brasil, estava decidido a retomar minha aprendizagem e logo encontrei maneiras de fazer com que o alemão estivesse presente no meu dia a dia. Encontrei um Tandem (language exchange partner), um professor de Berlin, que trabalhava como professor-leitor lá na universidade. Fiz amizade com um outro alemão aqui na cidade, além de tornar-se bom amigo de um senhor do oeste da Alemanha. Com eles três, meu alemão deu um grande salto, saindo do A2 (iniciante) e aterrissando no B1 (pré-intermediário) em poucos meses. Segui um conselho que colega brasileiro me deu: concentre-se primeiro na competência comunicativa, não na gramatical/linguística. Funcionou e tem funcionado.

Há algumas horas, retornei de um encontro com uma colega alemã que conheci no Encontro de Línguas Recife e fiquei muito feliz com meu desempenho. Óbvio que me faltou vocabulário em determinados momentos (nada que não pudesse ser resolvido com a gentileza e atenção dela), mas, em geral, falamos de vários assuntos dentro dos limites linguísticos em nossas respectivas línguas estrangeiras. Fico feliz por ela ter elogiado minha pronúncia, que era ótima apesar de eu nunca ter viajado para a Alemanha ou ter vivido naquele país. Fico feliz por ter compreendido praticamente tudo o que conversamos, ter aprendido novos vocabulários e ter visto todo meu esforço e dedicação para com o alemão. Porém, ainda estar no nível B1 após cinco anos de estudos é, de alguma maneira, um sinal de que é hora de rever meus planos e prioridades. Tenho cinco filhos, que atendem pelo nome de inglês, italiano, francês, espanhol e alemão. Este último é o que tem exigido mais de mim devido a sua complexidade ser maior do que seus irmãos neolatinos. Visto que meus planos de estudos e vivência no exterior se distanciam cada vez mais da Alemanha, percebi que, a curto e longo prazo, é melhor eu me concentrar no francês. Minha meta é alcançar o nível B2 (intermediário, usuário independente da língua) no idioma de Rousseau e Baudelaire, o que vai ser bem mais rápido agora que aprendi muito sobre como aprender. A língua alemã me fez rever conceitos, repensar ideias e concepções sobre como aprender, mas insistir em demasiado nela seria apenas uma distração perante meus novos planos. Vou regar minha florzinha germânica, mas pretendo cuidar com afinco da minha plantação francesa. 

Bem, é isso. E vocês, a quantas anda a aprendizagem da língua estrangeira de vocês? Comenta aí! :D